quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Feliz Ano Novo!!!

Hoje depositei 365 dias de boa sorte, alegria e felicidade na sua conta.

Administra bem, porque não tem mais.
Invista como se fosse uma poupança:
Os riscos devem ser controlados, os rendimentos devem ser 

 gastos limitados...
Mas os sonhos...
Todos, todos devem ser realizados.


Deus esteja no controle das nossas vidas neste novo ano que se inicia...
AMÉM...

sábado, 27 de abril de 2013

Atitudes + Talentos


Dicas importantes, para quem está trabalhando na Educação e que muitas vezes, não são praticadas no cotidiano escolar. Atitudes para conservar talentos é fundamental no quisito acreditar que todos nós somos portadores de algum talento. Vale lembrar que muitas vezes não somos oportunizados; este serve para nós educadores que não paramos para analisar verdadeiros artistas em questão. O coordenador pedagógico, bem como o  gestor poderão ajudar a conservar talentos com algumas atitudes simples, comum mas que  com certeza irão  agregar as açoes do talentoso. Ex: Fazer uso do cumprimento para todos em sua escola. A crítica ou chamar atenção sempre em particular. O elogio é peça importante quando as tarefas forem bem realizadas. Criar o hábito de conservar com seus talentos sobre seus sonhos objetivos e metas. Afinal são esses que fazem da sua escola o que ela é.

Rosimar Tonett

Gestão = Arte


...No mundo globalizado e moderno, só há espaço para uma administração coesa e criativa. Assim cada vez mais é preciso investir menos e otimizar ao máximo os poucos recursos dispóniveis para área de Educação. Lembre-se:  hoje é chique ser comedido nas questões econômicas. Permita que seus colaboradores coloquem em prática esta cultura. Reutilizarcriar é tudo.

O Professor Pode sair de Cena, Porém Jamais do Espetáculo...

Educar é Materializar Atitudes!!

sexta-feira, 15 de março de 2013

GLOBALIZAÇÃO.

A metáfora da globalização enquanto um ambiente onde todos sabemos. Só não podemos perder de vista que existe um história por trás da globalização que hoje conhecemos.

Quando se trata da globalização como um fato recente, característico do século XXI e todas as transformações nas tecnologias de comunicação, corre-se o risco de achar que um mundo globalizado é um fenômeno novo. Hoje o mundo nunca esta tão globalizado, a ponto de em poucos segundos uma pessoa no Brasil conseguir se conectar com varias pessoas em diversos paises. Só que globalização não se  resume somente  a isso.
Como você define a  globalização hoje?
http://ensaiosdegenero.files.wordpress.com/2013/03/a-globalizac3a7c3a3o-nc3a3o-c3a9-privilc3a9gio-do-sc3a9culo-xxi-1.jpg

Alfabetização, gênero e raça no Brasil: as desigualdades no ler e escrever

Ao longo do século passado, ocorreu um intenso fenômeno de escolarização da população brasileira, quando a expansão na oferta de vagas passou a incluir pessoas pelo Brasil inteiro, não sem os seus problemas e contradições. Entre 1897 e 1980, houve uma paradoxal “tendência secular” no analfabetismo: a diminuição progressiva das taxas de analfabetismo ocorrendo simultaneamente ao aumento do número absoluto de analfabetos. Isto é, o nosso país “fabricava” mais analfabetos em número, mas a proporção destes caía (FERRARI, 1985). Ainda hoje, a plena alfabetização da população é uma meta a ser alcançada.
Em 2009, existiam 14,5 milhões de brasileiros/as “que não sabiam ler ou escrever um bilhete”, conforme estudo de Fúlvia Rosemberg e Nina Madsen (2011), sendo um pouco mais da metade (51%) de mulheres. Assim como aconteceu com a longevidade escolar, o analfabetismo também sofreu um “hiato de gênero”, isto é, com o passar das gerações, inverteu-se a relação entre homens e mulheres analfabetos/as, como podemos observar na Figura 1 abaixo.
Taxa de analfabetismo por grupos de idade, segundo o sexo. (Fonte: PNAD 2009)
Por esse gráfico, notamos que a proporção de homens analfabetos supera a das mulheres em todos os grupos de idade, com exceção da faixa etária igual ou superior a 50 anos. Isso reflete a histórica exclusão das mulheres do sistema educacional. Antes, elas acessavam menos a escola. A partir do momento em que se universalizou o ensino, elas passaram a ser as maiores beneficiadas nos mais variados indicadores educacionais utilizados – e com a alfabetização, como se vê, não é diferente.
Mas, a desigualdade de gênero na alfabetização não é o maior dos problemas. Pelo contrário, Rosemberg e Madsen (2011) afirmam que o sexo é a variável que apresenta menor diferencial nessas taxas. O problema é muito mais grave quando olhamos para a questão racial. Se compararmos as taxas de alfabetização de homens brancos e negros (pretos + pardos), na Figura 2, veremos que as disparidades são assustadoras.
Taxa de analfabetismo de homens por grupos de idade, segundo a cor/raça. (Fonte: PNAD 2009, baseado em ROSEMBERG & MADSEN, 2011)
Vemos que na maior parte dos grupos de idade, a proporção de negros analfabetos chega a superar a de brancos. E se olharmos para as estatísticas sobre mulheres? Poderíamos esperar que elas, por serem mais escolarizadas, talvez já tivessem equalizado as desigualdades raciais. Muito pelo contrário! As desigualdades persistem com a mesma intensidade entre mulheres brancas e negras (pretas + pardas), como podemos observar na Figura 3.
Tanto o gráfico acima quanto o gráfico abaixo partem dos mesmos dados e foram elaborados na mesma escala, então é possível comparar o tamanho das colunas entre os dois. Note que, de fato, as mulheres são mais bem escolarizadas, mas as diferenças entre brancos/as e negro/as são altas para ambos os sexos.
Taxa de analfabetismo de mulheres por grupos de idade, segundo a cor/raça. (Fonte: PNAD 2009, baseado em ROSEMBERG & MADSEN, 2011)
É válido adicionar que a elevação das taxas de analfabetismo no Brasil é muito lenta, conforme conclui Alceu Ferraro (2011), para ambos os sexos. Com efeito, em 2010 técnicos do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) demonstraram que a redução das taxas de analfabetismo não resulta de políticas públicas voltadas para o combate ao analfabetismo em toda a população brasileira.
Na realidade, são dois os fatores que explicam essa redução: (1) a escolarização da população mais jovem e (2) a morte da população mais idosa, na qual se concentram os analfabetos. É a velha de política de erradicar o analfabetismo pela morte dos analfabetos. Enquanto isso, tenta-se cuidar da alfabetização da população jovem. Pelo gráfico abaixo (Figura 4), podemos perceber que, de fato, ao longo dos anos escolares ocorre a alfabetização das crianças, mas de forma completamente desigual.
Trajetória da taxa de alfabetização entre as crianças e jovens de 5 a 14 anos, segundo a idade, por sexo e cor/raça. (Fonte: IBGE, Censo Demográfico 2000, extraído de FERRARO, 2011)
Repare que as taxas de alfabetização de brancos/as são superiores as de negros/as. Dentro de uma mesma cor/raça, temos a desigualdade de gênero. Ferraro (2011) conclui que as desigualdades de raça, como dissemos, são mais acentuadas que as de gênero, o que não invalida o peso desta última. Ainda, é na idade dos sete anos que as desigualdades estão mais intensas, tornando-se mais amenas nos anos finais da escolarização básica.
É importante conjugar esses aspectos com outros indicadores educacionais para entender por que reproduzimos desigualdades educacionais tão marcantes, em especial no que diz respeito à cor/raça. O relatório do IPEA (2010) ainda reforça que os cursos de alfabetização para jovens e adultos tem sido subutilizados, o que coloca sobre a educação básica a maior responsabilidade pela educação e alfabetização de meninas e meninos, brancas/os e negras/os.
Ler e escrever são direitos de toda a população e cabe ao Estado, em seu dever inegável, tomar para a si a responsabilidade de investir na educação de forma a democratizar esses e outros direitos do campo educacional.

VIA  http://ensaiosdegenero.wordpress.com/2012/08/31/alfabetizacao-genero-e-raca-no-brasil-as-desigualdades-no-ler-e-escrever/